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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Fé Inteligente vs. Religiosidade: A Resiliência Diante da Perseguição

A notícia de cristãos queimados vivos por extremistas sunitas na Nigéria — originalmente reportada por Jillian Becker — nos choca profundamente, mas também nos convoca a uma reflexão urgente. Diante de tamanha brutalidade, precisamos questionar o que temos chamado de "religiosidade". Muitas vezes, essa tendência para meros sentimentos religiosos nada mais é do que uma forma de ignorância espiritual.

Não fomos chamados para nos mover por sentimentos passageiros ou rituais vazios. Fomos chamados para atitudes de fé real, para exercitar o nosso entendimento e aprimorar a inteligência que Deus nos deu por herança. Afinal, a própria Escritura nos alerta: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” (1 João 4:8). Diante do extremismo e do ódio, o verdadeiro Evangelho se manifesta no amor e na justiça.

Essa realidade nos confronta com uma pergunta desconfortável: amanhã poderemos ser nós os perseguidos. Será que estamos prontos? Temos essa disposição?





Para entender como o cristão deve posicionar sua mente e seu espírito diante da tribulação e da perseguição, vale a pena olhar para o que o Apóstolo Paulo pensava sobre isso em sua segunda carta aos Coríntios:

2 Coríntios 4:1-18

¹ Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;

² Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.

³ Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto.

⁴ Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

⁵ Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.

⁶ Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.

⁷ Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

⁸ Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.

⁹ Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;

¹⁰ Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também no nosso corpo;

¹¹ E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.

¹² De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida.

¹³ E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos.

¹⁴ Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.

¹⁵ Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.

¹⁶ Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.

¹⁷ Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;

¹⁸ Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

Olhar para o que os nossos irmãos sofrem hoje, e para o que a igreja primitiva sofreu, nos lembra que a nossa leve e momentânea tribulação produz um peso eterno de glória. Que a nossa fé não seja apenas de palavras, mas de entendimento, inteligência e coragem.